Machado

E eu me perguntei o porquê de sempre lembrar.
A memória é como um machado primitivo,
aprendi a usá-la e agora sei da sua utilidade.
Queria não saber de nada.
Fechar os olhos diante do sublime que me aflige
quando percebo que a imagem borrada se reflete aqui.
Eu não pedi metade dessa fotografia que me traz lembranças
do que foi dito por um alguém que me arrancou um fio de cabelo
e fez dele um candelabro de anedotas,
que fez da pele uma carne morta e das palavras
o mau agouro.

Kariane

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4 comentários sobre “Machado

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