Pensamentos da Minha/Sua Juventude

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Doublefaced No. 30, Sebastian Bieniek.

Hoje o dia está lindo para ler Rimbaud. Na verdade, a minha realidade se depara constantemente com esse jovem poeta. Lendo um de seus poemas, onde ele diz que “On n’est pas sérieux, quand on a dix-sept ans” lembrei de um velho diário guardado na minha gaveta que eu adquiri aos 16 anos, se não me engano. Quando o folheei fiquei contente com muitas coisas que escrevi nesse pequeno mundo, até que me deparei com pequenos escritos aleatórios que não parecem fazer sentido jogados na folha, mas que ao lê-los sorri sem parar. São pequenos versos que não lembro quando escrevi, nem onde, mas que aparentemente querem me dizer muita coisa. Parecem se dividir em fases, onde eu me sinto uma criança e não sei entender a minha juventude, ou talvez prepare uma fuga de mim, uma maratona que me leve para longe dos pensamentos ou talvez me entregue a eles. Bom, decidi compartilhar esses simples e pequenos versinhos com vocês. Meu mais sincero abraço.

Observações:

  • Estão escritos como no velho diário.
  • Ao lado de cada escrito farei pequenos comentários que estão em negrito.
  • Amigos, valorizem cada palavra que surge em suas mentes e imploram para que busquem a caneta ou o lápis.

 

Pulando atos… (Essa parte se refere a uma pequena história que eu estava escrevendo nas páginas anteriores.)

Sozinha nos dias mórbidos eu enfrento sozinha as pessoas sozinhas que continuam sozinhas por não saber lidar com ninguém. (Há uma pequena flor desenhada embaixo desse escrito. Ainda me pergunto o porquê da minha pessoa sempre engolir as vírgulas. Acho que gosto da sensação de falta de ar que dá ao ler algo com pressa.)

Tirei uma foto sua, tropecei duas vezes na rua, avistei uma carnaúba e fugi sem parar. (Outra flor se encontra desenhada embaixo desse verso. A juventude é como um jardim.)

Dor na perna, bolhinha, andando sozinha caí do primeiro andar. (Avisto aqui meus momentos solitário que são bem mais solitários do que no primeiro escrito.)

O meu sangue passa por uma veia de flores, chegando no coração ela deságua no mar. (Embaixo desse verso há várias flores. Seriam as minhas veias? Busco me entender no oceano de sensações que é a criação das palavras.)

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5 comentários sobre “Pensamentos da Minha/Sua Juventude

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