Dilacerações

fulo

Ó carnes que eu amei sangrentamente,

ó volúpias letais e dolorosas,

essências de heliotropos e de rosas

de essência morna, tropical, dolente…

Carnes, virgens e tépidas do Oriente

do Sonho e das Estrelas fabulosas,

carnes acerbas e maravilhosas,

tentadoras do sol intensamente…

Passai, dilaceradas pelos zelos,

através dos profundos pesadelos

que me apunhalam de mortais horrores…

Passai, passai, desfeitas em tormentos,

em lágrimas, em prantos, em lamentos

em ais, em luto, em convulsões, em dores…

Cruz e Sousa

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3 comentários sobre “Dilacerações

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