Apertos

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Tosse noturna ao som da música

sombria que cobria o seu quarto.

Era o choro da rainha solitária

que se fez viva em um travesseiro qualquer.

A caneta falha quando o poeta quer cantar.

Rainha, faz ela parar?

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23 comentários sobre “Apertos

      1. pow, acho que já assistisse ao donnie darko. não sei se a inspiração pra roupa da galera veio do livro de alice ou do filme 🙂 pensei que a rainha era a o asfalto e tava fechando a luz que entrava no quarto. mas viajei aqui. achei massa 🙂 meu abraço!!

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      2. aueee!! muitobrigado 🙂 se estiver, emprestar-lhe-ei 🙂 meu abraço!! :* ei pow! foi doidera demais. ganhei uma estadia no inferno de uma amiga. acho que 5 dias depois do seu post. aí até falei pra menina que me deu o livro: vei! vê esse post da história desse livro. o nome da livraria era rimbaud tb. que doidera 🙂 li nada do rimbaud ¬¬ mas resolverei isso 🙂

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      3. hahahaha sério? O Rimbaud é a minha pessoa! Não demore para apreciar Uma Estadia no Inferno, você vai amar e te indico logo o poema Sensação e o maravilhoso soneto O Adormecido do Vale que aliás tem aqui no blog mas com outra tradução. Depois me conte sobre o que achou do ”jovem Shakespeare”!! Grande abraço!!

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      4. Gullar fala dele, Pessoa e Cesar Vallejo no livro Autobiografia Poética. Grão de abraços! De grão em grão nascerá um grande abraço ahuhuahua bom dia, boa semana e tudo mais!

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  1. “Não falarei, não pensarei em nada sequer:
    Mas me subirá na alma o amor soberano,
    E irei longe, bem longe, feito um cigano,
    Pela Natureza – feliz como se estivesse com uma mulher”

    No que Gullar escreveu gostei de saber que ele caminhava muito 🙂 Muito mesmo 🙂 Ainda não caminhei tanto quanto ele assim de uma vez. Pretendo 🙂 Henry Miller em “A hora dos assassinos” fala sobre ele. Esse trecho de não pensar, lembrou-me do Alberto Caeiro dizendo que há metafísica bastante em não pensar em nada.

    Caraca, nesse “o adormecido do vale” gostei das imagens suaves dele. Ele não fala que o soldado morreu, mas acho que ele morreu. “tem dois buracos vermelhos no lado direito”.

    “Os pés nas flores, ele dorme.
    Natureza, embala-o bem quente: ele tem frio.

    Poetisa Kariane, muito obrigado! meu grande abraço!

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    1. Rimbaud caminhou demais na vida que teve. Uma vez quando fugiu para Paris seu dinheiro havia esgotado e ele voltou caminhando para Charleville. Nesse tempo imagina quanta inspiração surgiu nos olhares e no coração do poeta! O Adormecido do Vale eu já li várias vezes e só cheguei a três conclusões: ele está morto desde o começo do poema, não apenas adormece, ou ele nas três primeiras estrofes ainda está se despedindo prestes a se encontrar com a morte ou ele já estava morto e o seu espírito é quem o observa e descobre a fatalidade por causa dos ”buracos vermelhos no lado direito” acho esse poema extremamente misterioso, acho que ainda surgirão outras análises em minha cabeça hahaha fico feliz que tenha gostado, grande abraço Jorge, um ótimo dia para você! 🙂

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