Passeio Público

dance

A cidade,

intensidade no meu ser,

luz que me assusta

e carrega sussurros de quem não vi

ou senti.

Infestação de prédios vazios,

barulhentos,

mas, vazios.

Minha casa não possui tranca.

É o céu o meu antigo lar.

À noite não tenho vida,

mas danço e me vejo no espelho

quebrada, sem face,

cacos de mim.

Kariane

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2 comentários sobre “Passeio Público

  1. Ler a sua poesia, me trouxe o post do Drummond – Mãos Dadas – onde também está presente a desigualdade social. Aqui, a desigualdade, quem sabe, seja a relação que a cidade, a luz, os prédios vazios têm com o infinito que é o céu, uma casa sem tranca. Densa sempre a sua poesia, que faz mais que pensar, entrar em um universo de intensos encontros com a palavra escrita e não escrita, a que está abaixo da superfície. o meu abraço.

    Curtido por 1 pessoa

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